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sábado, 4 de dezembro de 2010

Vaticano: todos podem usar preservativos para evitar HIV,


Usar preservativos é um mal menor que transmitir o vírus HIV para um parceiro sexual - mesmo que isso signifique que uma mulher evitou uma possível gravidez, disse o Vaticano hoje, sinalizando uma grande mudança no ensinamento papal, como foi explicitado em comentários do papa Bento XVI no final de semana passado.



O Vaticano tem sido criticado há muito tempo por sua oposição ao uso dos preservativos, principalmente na África, onde a aids é muito espalhada. Mas a mais recente interpretação dos comentários de Bento XVI sobre os preservativos e o HIV significam, essencialmente, que a Igreja Católica Romana reconhece que sua postura de longa data contra o uso dos preservativos como método contraceptivo não justifica colocar a vida de alguém em risco.


"Essa é uma mudança", disse o reverendo James Martin, um jesuíta e escritor. "Ao reconhecer que as camisinhas ajudam a evitar que o vírus HIV se espalhe entre as pessoas nas relações sexuais, o papa mudou completamente a discussão dos católicos sobre o preservativo".


A mudança acontece no dia em que funcionários das Nações Unidas para a Aids informaram que o número de novos casos de infecção pelo HIV caíram significativamente, graças ao uso dos preservativos. Um jornal médico nos Estados Unidos também publicou hoje uma pesquisa que afirma que o uso diário de uma pílula pode evitar que o vírus se espalhe entre homens gays.


No mundo inteiro, 33 milhões de pessoas vivem atualmente com o HIV. Em Serra Leoa, o diretor do Secretariado Nacional da aids prevê que o uso dos preservativos agora irá aumentar, reduzindo o número de infecções. O porta-voz do Vaticano, o reverendo Federico Lombardi, elogiou a "coragem" de Bento XVI em fazer as declarações e confrontar o problema. "Ele fez isso porque acredita que existe uma questão séria e importante no mundo de hoje", disse Lombardi, acrescentando que o papa desejava dar sua visão sobre a necessidade de uma sexualidade mais humanizada e responsável. As informações são da Associated Press.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Via Verde já vendeu 43 mil dispositivos

Desde o dia 21 de Setembro (véspera da publicação em Diário da República das regras para a cobrança de portagens) até ontem, terça-feira, já tinham sido pedidos 43 mil dispositivos na Via Verde em todo o país. Uma colossal diferença para os 2000 DEM vendidos nos CTT, que só começaram a comercializar o dispositivo na sexta-feira.

Ainda a loja da Via Verde, no Porto, estava longe de abrir as portas ao público, pelas 8.30 horas, ontem, e já a fila dava a volta ao quarteirão. Em menos de uma hora, após o início da distribuição das senhas de atendimento, já as 350 tinham esgotado.

Maria Teresa da Silva, cozinheira, residente em Gondomar e a trabalhar em Matosinhos - portanto, utilizadora diária das SCUT - disse, ao JN, que ainda não tinha chegado a vez de tirar a senha que lhe calhou (a 192, tirada às 8.40 horas), e já havia quem tentasse vender-lhe "um número menor, por 10 euros".

Dir-se-ia que não havia de lembrar ao diabo fazer negócio paralelo com as portagens nas SCUT, nem é certo que o mesmo tenha chegado a render, mas se "o cliente com a senha número 5 disse que veio para a fila às 5.30 horas da madrugada" e vários utentes ouvidos pelo JN já tinham perdido, ontem, dois dias de trabalho para poder utilizar as SCUT - a partir de depois de amanhã, talvez aquele fosse apenas mais um exemplo de empreendedorismo em tempo de crise.

"Lancei-me por conta própria, há dois anos e meio, depois de a fábrica onde trabalhava ter fechado e ter verificado que não me dava com o sistema do desemprego", revelou o empresário António Magalhães.

Alguns dos que chegaram tarde à fila tiveram a sorte de receber uma senha que alguém tirou a mais, outros exaltaram-se e levaram os funcionários a chamar a PSP, que ali ficou de prevenção. "Disseram-nos que não fecham antes de atender todos", ouvimos. Às 16 horas, a fila ia no número 85.