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terça-feira, 17 de maio de 2011

Adeptos portistas desiludidos na Irlanda

Os cerca de 20 adeptos que, esta noite, foram esperar a equipa do F.C. Porto ao aeroporto de Dublin ficaram desiludidos por não poderem congratular os jogadores. A formação azul e branca, que aterrou na capital irlandesa num avião fretado pouco antes das 23.30 horas, entrou num autocarro da UEFA em plena pista e seguiu directa para o hotel, em Portmarnock, a cerca de 20 minutos.
Paulo Barbosa e o filho eram o espelho de desolação. "Fizemos quase 200 quilómetros para ver os jogadores e vamos embora para casa de mãos a abanar", lamentava-se este desempregado, a viver há oito anos na Irlanda e natural de Lordelo, Paredes. E ainda mais inconsolável ficou por, ainda por cima, não poder assistir ao jogo. "A minha situação não o permite", lamentou.

No meio dos adeptos portugueses distinguia-se Granham Matthews, irlandês de gema, à procura de uma oportunidade para vender dois bilhetes para a final a preço de saldo. "100 euros os dois. Custaram-me 160", sublinhou, explicando que os tinha adquirido na última sexta-feira e, como não conseguiu um dia de folga para o dia da final da Liga Europa, entre F.C.Porto e Sporting de Braga, viu-se forçado a vendê-los. Amanhã vai voltar a tentar a sua sorte.

Entretanto, a equipa do Braga chega esta terça-feira a Dublin, pouco depois do meio-dia. As duas equipas terão uma sessão de treino no Dublin Arena ao final da tarde. Apronto antecedido pelas conferências de imprensa de André Villas-Boas e Domingos Paciência.

Protecção Civil registou 134 fogos no domingo

Domingo foi o dia com mais fogos registados no mês de maio, que já totaliza 375 ocorrência, conforme os dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) disponíveis no site.

A Protecção Civil divulga hoje que os 134 incêndios de domingo mobilizaram 1.261 homens, apoiados por 334 veículos, em território nacional.

Do total de ocorrências de fogo, ainda referentes a domingo, a ANPC divulga que 81 incêndios foram registados no período diurno e que foram utilizados cinco meios aéreos.

Este mês, a ANPC já registou 375 incêndios, que foram combatidos por mais de 2.848 operacionais apoiados por cerca de 785 viaturas, conforme os dados divulgados por aquela autoridade.

Este domingo teve início a Fase Bravo, de combate aos incêndios florestais, que se prolonga até 30 de Junho e que conta com 1.304 equipas de vigilância, combate e ataque inicial.

Ministra da Saúde apela à vacinação após dois casos de sarampo importado

Portugal registou, este ano, dois casos de sarampo importado, sem que os infectados tenham transmitido a doença. A ministra da Saúde, Ana Jorge, fez um apelo à vacinação, lembrando que, apesar das elevadas taxas de cobertura, há "bolsas da população" em que os níveis são mais reduzidos.

Ana Jorge, que falava à agência Lusa à margem da inauguração de uma unidade de cuidados continuados em Rio Maior, afirmou que o país tem uma taxa de cobertura de 95% na vacina do sarampo, embora tenha alertado para a existência de "bolsas de população, sobretudo nos grandes centros urbanos como Lisboa, em que a taxa de vacinação não é tão elevada".

"Os serviços estão a organizar-se para identificar os locais onde esta taxa de vacinação é menor", garantiu a governante, apelando à "responsabilidade de cada um", em especial dos jovens e adultos, faixas etárias em que, segundo a ministra, "é mais difícil aos serviços de saúde chegar com os alertas de vacinação".

A ministra da Saúde frisou que, "apesar de ser considerada uma doença benigna, o sarampo é uma doença muito grave e preocupante e só com uma taxa de cobertura de vacinação de 98% é que será possível garantir que não poderá haver surto de sarampo".

Ana Jorge reiterou ainda que, desde que as pessoas se vacinem, "há capacidade de garantir que não vai haver surto de sarampo em Portugal".

Segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS), Portugal registou este ano dois casos de sarampo importado, sem que os infectados tenham transmitido a doença.

domingo, 27 de março de 2011

Euromilhões: Boletim vencedor registado em Chaves

O boletim português com a combinação vencedora do Euromilhões foi registado em Chaves, na Tabacaria Juviduque, que tem a fama de dar bons prémios e é, por isso, procurada por muitas pessoas.

"Já demos bons prémios. Esta não é a primeira vez. Já demos o segundo, o primeiro, já vendemos o primeiro da lotaria clássica, o segundo e o terceiro também", disse à Lusa o proprietário, Francisco Duque.

Um apostador em Portugal e outro na Bélgica vão dividir o maior prémio de sempre do Euromilhões, no valor aproximado de 133 milhões de euros.

Habituado a dar sorte aos apostadores, Francisco Duque diz que como "vende bastante jogo, é natural que tenha mais possibilidades de dar primeiros prémios".

Quanto ao vencedor do maior prémio de sempre do Euromilhões, o proprietário da Juviduque disse que não sabe quem é.

"Não sei quem é. Apenas tive hoje logo de manhã um telefonema da Santa Casa a dizer que foi na nossa agência registado o boletim vencedor, no valor de 66 milhões de euros", disse.


Menos uma pessoa a viver no mundo da crise!
A quem tenha sorte e recomponha a sua vida desta maneira ..

Hora do Planeta: Número recorde de 134 países participaram

Um número recorde de 134 países ou territórios participaram na edição de 2011 da "Hora do Planeta" e apagaram as luzes às 20.30 horas para sensibilizar as opiniões para o aquecimento global, indicou Andy Ridley, director da iniciativa.
A "Hora do Planeta - Uma hora pelo planeta" é uma iniciativa anual, organizada desde 2007 pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

A Ópera de Sydney, na Austrália, foi o primeiro local emblemático do planeta a mergulhar na escuridão às 20.30 locais.

Da Austrália à América, passando pela Ásia, Europa e África, outros edifícios célebres como a Torre Eiffel, o Cristo Redentor do Rio de Janeiro ou o Empire State Building estiveram às escuras.

Ao mesmo tempo, centenas de milhões de pessoas estiveram também uma hora sem luz.

Segundo Andy Ridley, director da iniciativa, um número recorde de 134 países ou territórios participaram na edição de 2011.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Quatro meses para mudar de sexo em Coimbra





As cirurgias de mudança de sexo poderão iniciar-se dentro de três a quatro meses Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), revelou, esta sexta-feira, ao JN, o director do Serviço de Psiquiatria daquela unidade, António Reis Marques.

Um "reputado especialista" irá acompanhar e monitorizar uma equipa de cirurgiões de várias especialidades, médicos sexólogos e endocrinologistas dos HUC, que darão resposta a cerca de 15 pessoas transexuais que se encontram já em processo de avaliação e outras 40 que estão em várias consultas de sexologia no país.

"A ideia de se realizarem nos HUC as cirurgias em transexuais nasceu há cerca de dois ou três meses, por solicitação da Consulta de Sexologia do Serviço de Psiquiatria dos HUC. Esta consulta, que trabalha nesta área desde 1975, sob a orientação do doutor Allen Gomes, até há pouco tempo, solicitou ajuda para dificuldades da resposta às necessidades destas cirurgias. Foi perante esta dificuldade, que se resolve dinamizar uma equipa que executasse estas cirurgias", explicou Reis Marques.

"Os HUC não se disponibilizaram, até aqui, para intervir nesta área (mudança de sexo), pela simples razão de entenderem que estando as necessidades do País acauteladas por uma instituição do Serviço Nacional de Saúde com capacidade para responder á procura, não fazia sentido, como não faz noutras situações existentes, que se gerem redundâncias de oferta desnecessárias e ineficientes no Serviço Público", acrescentou o responsável, explicando o facto da solução encontra em Coimbra ser anunciada após a saída do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, no início de Março, de João Décio Ferreira, o único cirurgião em Portugal que realizava tais operações

Reis Marques sublinhou que aquela unidade de saúde não está "distraída em relação às reais necessidades dos cidadãos nacionais". "Na ausência de oferta do SNS e reunidas as condições para criar uma resposta de qualidade, os HUC entenderam agora assumir as suas responsabilidades", frisou.

Confrontado com as críticas de João Décio Ferreira, que estranha o facto de nos últimos anos ninguém ter mostrado disponibilidade nos HUC em especializar-se nas cirurgias de mudança de sexo ou por procurarem no estrangeiro técnicas que - na sua opinião - estão desactualizadas, o director de Serviço de Psiquiatria foi peremptório: "hoje não há segredos na ciência e há toda uma circulação de informação e conhecimentos dos avanços técnico-cientificos. Os procedimentos cirúrgicos serão os usados nos melhores centros europeus".

Marinha salva pescador que caiu ao mar e ajuda embarcação à deriva





A Marinha Portuguesa realizou, este domingo, duas operações bem sucedidas de busca e salvamento em Sines, Setúbal, e em Carcavelos, Lisboa.

Em comunicado, a Marinha informa que a primeira acção ocorreu às 12.35 horas, após o alerta de que um praticante de pesca lúdica tinha caído ao mar, nas imediações do farol de Sines.

Para o local foi enviada uma lancha da Polícia Marítima que recolheu o pescador, de 39 anos. O pescador foi transportado para a marina de Sines onde foi assistido pelos Bombeiros Voluntários locais.

A segunda acção aconteceu às 15.15 horas, na sequência da informação via 112 de que uma embarcação estava à deriva, com três tripulantes a bordo, em frente à praia de Carcavelos.

Em coordenação com a Autoridade Marítima Local, foi mobilizada uma lancha salva-vidas do Instituto de Socorros a Náufragos, que rebocou a embarcação para a Marina de Oeiras.





Uma boa noticia na minha opinião, é sinal que a marinha portuguesa está a fazer um bom trabalho ao contrario da gnr que não faz nada a não ser passar multas ..

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Idoso estava morto em casa há meses





Um idoso que estaria morto, em casa, há cerca de três meses foi encontrado, na tarde de sexta-feira, pelos bombeiros e pela polícia, depois do alerta dos vizinhos que não o viam "pelo menos desde Dezembro", disse, ao JN, fonte da PSP de Lisboa.

O homem, com mais de 70 anos, vivia sozinho no 3º andar esquerdo do número 31 da Rua Jorge Colaço, uma transversal da Avenida do Brasil, em Lisboa, nas traseiras do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

Segundo fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, só esta sexta-feira é que os vizinhos deram o alerta à 3.ª Divisão da PSP, queixando-se de que não viam o idoso desde Dezembro e que havia mau cheiro no prédio. Pelas 18.30 horas, a Polícia solicitou a intervenção do Regimento de Sapadores Bombeiros que, chegado ao local, através de uma janela, conseguiu confirmar que o corpo do idoso se encontrava dentro de casa, tendo arrombado a porta.

Chamado ao local o Ministério Público, o corpo foi então removido para o Instituto de Medicina Legal onde será autopsiado. De acordo com a PSP, em Dezembro o homem ainda terá estado internado num hospital de Lisboa, não sendo visto pelos vizinhos desde então. O homem teria um irmão, residente em Lisboa, mas com quem já não se dava há algum tempo, disse a mesma fonte.

Este é o mais recente caso de uma realidade para a qual o país despertou no dia 8 de Fevereiro, quando foi descoberta uma idosa, na Rinchoa, Sintra, que estava há nove anos morta em casa. Desde então houve conhecimento de vários casos de idosos encontrados mortos em casa há vários dias, sem que a família alertasse para isso.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Amores interronpidos e retomados





Eles namoraram, na adolescência, e depois terminaram tudo. Casaram com outras pessoas, fizeram as suas vidas, tiveram filhos. Mas, por força do destino, por coincidência ou simplesmente porque sim (nós preferimos a versão do destino), um dia voltaram a encontrar-se. Na véspera do Dia de São Valentim, a nm foi conhecer três histórias de amores interrompidos e mais tarde retomados.

Lia e Guy

«Yes, it was love at first sight» («Sim, foi amor à primeira vista»), declara Guy com um sorriso embevecido, ao mesmo tempo que procura a mão dela. Lia confirma, repetindo o sorriso dele e estendendo a mão. Um amor à primeira vista que nasceu há trinta anos, quando o olhar de um congelou no olhar do outro e, por instantes, o mundo parou de girar.

Ela estudava num colégio interno inglês, para meninas, ele estudava na Academia Real Militar Sandhurst. Ela tinha 16 anos, ele 19. Ela tinha sangue na guelra, ele gostou logo disso. Mas recuemos um pouco para compreender o que fazia uma portuguesa num colégio interno inglês, e o que é isso de ter sangue na guelra (ou pêlo na venta, como se queira).

Lia tinha estudado no Ramalhão, um conceituado colégio interno para raparigas, em Sintra, e a passagem para o liceu estatal não foi exactamente aquilo que a mãe dela previra. Na verdade, foi como encostar um fósforo aceso a um pavio curto. Lia tinha então 14 anos e a liberdade do liceu foi avassaladora. Chumbou por faltas. A mãe, que não tolerava desatinos, mandou-a para Inglaterra. Mas pecou por excesso. O colégio era muito rigoroso, demasiado rigoroso. «Era um colégio de freiras, as meninas andavam de gravata, chapéu e luvas e eu odiei aquilo. Não me apetecia nada ir à missa todos os dias, não me apetecia nada não fumar, não me apetecia nada ter dez desportos diferentes com dez uniformes diferentes. E, um dia, eu e umas amigas fomos passar o fim-de-semana e não voltámos. Decidimos ficar mais uns dias fora. Claro que fomos todas convidadas a sair do colégio.»

A mãe da rebelde enfureceu-se e achou que ela tinha feito de propósito para ser expulsa e assim poder voltar a Portugal. Vai daí e, em vez de a trazer para casa, meteu-a noutro colégio interno, mas mais moderado. «Já não era de freiras, não havia uniforme. Podia-se fumar... E depois havia as festas.»

As festas. Rapazes convidados para as festas no colégio, meninas autorizadas a irem às festas dos rapazes. E foi num desses intercâmbios de festas inter-colegiais que os olhares de Lia e Guy se cruzaram e o mundo parou, ou pelo menos eles apostam que sim.

Namoraram dois anos e meio, mais coisa menos coisa. Assunto sério, com apresentações feitas a ambas as famílias, ela a conhecer os Lower, ele a voar até à casa dela do Algarve, para passar uns dias. Mas Lia continuava indomável. E aos 18 anos quis voltar para Portugal, mandando a relação às urtigas. «Ele queria casar e ter filhos. Eu queria mundo! Tinha 18 anos e queria ir para a faculdade, queria viajar, queria conhecer pessoas. Não estava minimamente preparada para uma coisa tão séria.»

Guy, que percebe alguma coisa de português, vai acompanhando a conversa. Neste ponto da história, fica sério e quase revela um beicinho triste. «She broke my heart» («Ela partiu o meu coração»), confessa. «She really broke my heart» («Partiu-o mesmo»).

Ele ainda lhe escreveu algumas cartas, apaixonadas, lânguidas, implorando que ela reconsiderasse, recordando os bons tempos que tinham passado juntos. Ela respondeu a poucas. E assim, em 1983, terminou o namoro de Lia e Guy. Ponto final parágrafo. Ou será preferível dizer reticências?

A vida de cada um seguiu rumos distintos, em países diferentes. Ele casou, teve dois filhos. Ela casou, não teve filhos. Divorciaram-se ambos.

Em 2004, ele foi passar férias ao Algarve e os pés encaminharam-se, como que impelidos por uma força magnética, para a casa onde tinha conhecido a família dela. Tocou à campainha, ninguém atendeu. Persistente, resolveu deixar um bilhete debaixo da porta. Dizia qualquer coisa como: «Sou o Guy, de Inglaterra. Passei aqui. Deixo-te o meu e-mail.»

Quis o destino que a mulher-a-dias da família de Lia não fosse muito competente, quis o destino que a mãe de Lia encontrasse, meses depois, o bilhete, com mais cara de lixo do que de bilhete, cheio de pó e amarrotado, quis o destino que Lia lhe desse alguma atenção e enviasse um e-mail a dizer olá. Trocaram algumas palavras, contaram um ao outro dos respectivos casamentos e divórcios, e foi tudo. Ele guardou o numero de telemóvel que aparecia, por defeito, no e-mail da empresa onde ela trabalhava. Ela nunca mais pensou no assunto.

Cinco anos passaram, desde essa troca de correspondência. E em Setembro de 2009, Guy voltou ao Algarve, para jogar golfe com um grupo de amigos. E só pensava... nela. Estava no hotel, ligou para o número que tinha guardado, mas estava a pôr indicativos a mais e não acontecia nada. Desceu, perguntou ao recepcionista se estaria a fazer tudo bem, tornou a tentar. Pelo meio, os amigos iam insistindo para que se despachasse, que queriam sair para irem tomar um copo. Ele pedia-lhes só mais um minuto.

Do outro lado, Lia preparava-se para ir ao ginásio. Mas não tinha vontade. Arrastava-se. Calçou os ténis, jogou-se para a cama, como se algo a obrigasse a ficar ali, junto ao telemóvel que, a certa altura, tocou. «Vi que o número era do Algarve e pensei: não conheço ninguém no Algarve, não vou atender.» E não atendeu. Mas depois, Guy ligou do seu próprio telemóvel. E aí, como Lia faz gestão de património e recebe inúmeras chamadas de clientes aflitos, teve mesmo de atender. «Hello! It"s Guy!» («Olá! É o Guy!») Ela ficou imóvel. O coração deu um pulo. Sem perceber bem como disse-lhe: «Guy? Olá! Tenho de te ver!»

No dia seguinte, Lia apanhou o avião para Faro. Ele, por sua vez, esperava-a com uma ansiedade imensa. Os amigos, no hotel, gozavam: «Uma latina? Mas tu não sabes como são as latinas? Aos 40 anos estão cheias de filhos, são gordas, muito gordas, com um rabo gigante! No que te vais meter, querido Guy! Vais apanhar a desilusão da tua vida!» Ele tremia com a ideia da decepção. Afinal, tinha passado os últimos trinta anos a pensar nela. Sim. Leu bem. É verdade que casou, é verdade que teve dois filhos. Mas nunca mais esqueceu Lia. «A palavra-chave do meu computador foi sempre, ao longo dos anos, LiaandGuy (Lia e Guy). A cruz que ela me deu, com o seu nome, nunca saiu do meu pescoço. Mesmo durante os anos que estive casado. Nunca mais a esqueci. Nunca amei ninguém como a amei a ela.» Lia sorri. Também ela ficou incrédula com a revelação. Também ela não acreditou quando ele lhe contou da cruz. Mas depois, ao ver fotografias dele, percebeu que era verdade. A cruz estava em todos os retratos, em todas as situações, ao longo dos anos.

No dia marcado para o encontro, Guy esperava-a na recepção, enquanto os amigos aguardavam escondidos e a gozar o prato. Nisto, aparece uma morena enorme, com um traseiro de impor respeito. Os amigos largaram a rir: «Nós avisámos!» Ele susteve a respiração. Quando ela se voltou, suspirou de alívio. Não era a sua Lia.

Nisto, surgiu ela. O coração dele descompassou. O dela também. Deram um abraço e o mundo voltou a deixar de se mover. Como há trinta anos. A conversa fluiu com uma naturalidade invulgar. Como se não tivesse havido qualquer interrupção. Como se não tivessem existido outras pessoas nas suas vidas. Como se o mundo tivesse ficado assim, congelado, trinta anos congelado, à espera, e só agora se preparasse para girar outra vez. «O que eu senti foi que foi tudo tão fácil. Com ele não tenho de fingir. Nem no início da relação, em que tem de se impressionar e dizer e fazer as coisas certas... connosco parece que não era preciso. Porque o início da relação já tinha sido, há trinta anos. E, por isso, podíamos bem saltar essa parte e limitarmo-nos a ser quem somos, sem máscaras.»

Lia e Guy casaram no dia 19 de Junho de 2010, dia do aniversário dela. Ela completou 47 anos, ele estava com 50. No dia da boda, Lia levou ao pescoço uma medalha que ele lhe tinha dado, há trinta anos, no dia de São Valentim e que tinha inscrita a frase «A day to remember» («Um dia para recordar»). Quando botou os olhos na medalha, Guy chorou como uma criança.

O casal vive em Portugal e é feliz. Só houve, até agora, um pequeno problema nas suas vidas de reapaixonados: a cama. Durante alguns meses, Guy dormiu com os pés de fora, porque a cama dela era para inglês ver (e não dormir). Tirando isso, é só felicidade e o mundo, de novo, a parar de girar.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Cérebro humano está uma bola de ténis mais pequeno


O cérebro humano encolheu em 30 mil anos e o fenómeno intriga antropólogos. A maioria dos especialistas aposta mais na hipótese de se tratar de um efeito da evolução face a sociedades mais complexas, do que de um sinal de embrutecimento.

Ao longo de 30 mil anos, o volume médio do cérebro do homem moderno -- homo sapiens -- diminuiu cerca de 10%, de 1500 para 1359 centímetros cúbicos, o equivalente a uma bola de ténis. O cérebro das mulheres, mais pequeno do que o dos homens, sofreu proporcionalmente a mesma redução.

As medidas foram feitas a partir de cérebros encontrados na Europa, no Médio Oriente e na Ásia, explicou o antropólogo John Hawks, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. "Chamo a isto uma redução essencial e uma piscadela de olho à evolução", declarou o especialista numa recente entrevista à revista 'Discover'.

Segundo alguns antropólogos, tal redução não é assim tão surpreendente, na medida em que quanto mais forte e musculado mais tempo leva a inteligência a controlar essa massa.

O homem de Neandertal, um 'parente' do homem moderno desaparecido há 30 mil anos por razões ainda não totalmente clarificadas, era mais forte e tinha um cérebro maior. O homem Cro-Magnon, que pintou as paredes da caverna de Lascaux há cerca de 17 mil anos, foi o Homo sapiens com maior cérebro. Era igualmente mais forte do que os seus descendentes.

"Tais recursos eram necessários para sobreviver num ambiente hostil", sublinha David Geary, professor de psicologia da Universidade de Missouri, nos EUA, e autor de trabalhos sobre o desenvolvimento do cérebro humano ao longo dos anos.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Astrónomos identificam a galáxia mais distante





Uma equipa de astrónomos identificou aquela que poderá ser a galáxia mais distante descoberta até à data, situada a cerca de 13200 milhões de anos-luz, segundo um estudo publicado pela revista "Nature".


Os especialistas, que analisaram as imagens cósmicas captadas pelo telescópio espacial Hubble, levaram ao extremo os recursos deste dispositivo para aumentar o seu alcance até cerca de 480 milhões de anos depois de se ter produzido o Big Bang.

A galáxia em questão teria existido quando o Universo tinha apenas 4,0% da idade actual.

"Estamos a aproximar-nos das primeiras galáxias que acreditamos se formaram 200 a 300 milhões de anos depois do Big Bang", afirmou Garth Illingworth, professor de Astronomia e Astrofísica na Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo.

Na pesquisa, Illingworth e o seu colega Bouwens de Rychard, da Universidade de Leiden (Holanda), observaram os dados recolhidos pelo telescópio Hubble e referem alterações dramáticas que se produziram nas galáxias entre 480 a 650 milhões de anos depois do Big Bang.

Prudentes, os astrónomos falam da sua descoberta no condicional e assinalam que "este resultado está no limite" das suas possibilidades. No entanto, "passamos meses a fazer testes para confirmar e estamos agora bastante seguros das nossas conclusões", afirmou Garth Illingworth.


Os astrónomos levaram as capacidades do telescópio espacial Hubble, da NASA (agência espacial norte-americana) até ao limite e descobriram aquela que poderá ser a galáxia mais distante e antiga alguma vez vista no Universo.

sábado, 18 de dezembro de 2010

"Quando fica frio, lembram-se de nós"


Dois graus. As ruas da cidade estão desertas. O frio gélido retém as pessoas no conforto do lar. Contudo, para muitos, o lar é o umbral de uma loja, os caixotes de cartão espalmados que servem de paredes e tecto. E os cobertores. E a sopa quente que almas caridosas não páram de distribuir. Quando o sol nasce, a miséria recolhe e desaparece. A cidade renasce como se nada tivesse acontecido.

Já passa da meia-noite. O termómetro aproxima-se dos zero graus. A meteorologia prevê que o frio seja ainda mais frio. António - foi esse o nome que escolheu para falar com os jornalistas - recebe, de pé, a sopa quente e o pão que jovens voluntários distribuem, toda a noite, aos sem-abrigo do Porto. Aos pés, tem o seu lar, novo de há cerca de três meses: caixotes de cartão devidamente espalmados e colocados, que servem de chão, de paredes e, por fim, de tecto.

A "desgraça" começou, anos atrás, com o divórcio. Uma família destroçada. Filhos? "Sim, devo ter por aí, talvez com 19 e 22 anos". Depois, veio a doença nas pernas. Hoje, com 300 euros de subsídio social de desemprego, ao ex-electricista, de 53 anos, resta o umbral de uma loja de pronto-a-vestir de "Santa Catarina".

"Não, frio não tenho", assegura, enrolado em cobertores. Reconhece a miséria de vida que lhe calhou na rifa. Mostra três sopas, entregues por três equipas de voluntários. "Quando fica muito frio, todos se lembram de nós", atira, com um não-sei-quê de sarcasmo. Procura manter os prazeres de outros tempos. De manhã, recolhe os parcos pertences e vai para a Biblioteca Municipal. Lê a Imprensa do dia, de manhã. À tarde, depois de comer uma sopa, ali regressa para ler livros. À noite, no seu "lar", usa uma lanterna para ler "A Sibila", de Agustina.

Não longe dali, na Rua Dr. Alves da Veiga, o recuado de um prédio alberga José Manuel Rodrigues, 48 anos, e Joaquim Costa, 53 anos. O "lar" de ambos também é feito de cartões e cobertores. "Não, frio não temos", asseguram. Ambos desempregados, preferiam estar num albergue. "Já lá fomos, não há lugar, estão cheios". Joaquim Costa queixa-se dos cortes nos apoios dados aos sem-abrigo. "Agora, só com o rendimento mínimo, não dá para alugar um quarto numa pensão. E vai haver cada vez mais gente a vir dormir para a rua", avisa.

António Ferreira, 54 anos, "contentou-se" com o vão da entrada de uma garagem nas traseiras do Mercado do Bom Sucesso. Já correu os albergues. "Não há vaga", lamenta. Enrolado em cobertores, assegura que já não sente o frio. Recebe a sopa das mãos dos voluntários da organização "Altruístas", um grupo de 35 jovens, todos amigos, com idades compreendidas entre os 21 e os 23 anos. Pedro Ferreira, 36 anos, dorme numa espécie de arcada em "Júlio Dinis". Diz que ali está bem protegido do frio e da chuva. A toxicodependência traiu-o. "É triste, mas não tenho vergonha de viver na rua

domingo, 5 de dezembro de 2010

Portugal tem meio milhão de voluntários activos,


Portugal tem meio milhão de voluntários activos, em várias áreas, e "muitos outros" - cerca de um milhão - participam em "acções de voluntariado esporádicas", revelou, ao JN, Elza Chambel, presidente do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado (CNPV).

Dados de 2001 apontam a existência, no país, de um milhão e 500 mil voluntários, distribuídos por várias áreas, mas, segundo Elza Chambel, não o serão todos em continuidade. De acordo com a responsável, o voluntariado está presente em, "praticamente, todos os domínios". Da acção social ao apoio a crianças e jovens em associações desportivas, passando pela saúde e pelo apoio a presidiários, entre outros.

Elza Chambel sublinha, também, a existência de voluntariado empresarial, exemplificando com o Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial (GRACE). Mais: entende que "está a haver uma actualização dos domínios do voluntariado", com as pessoas a envolverem-se na cultura, no ambiente ou na defesa dos direitos dos animais, por exemplo.

Hernâni Caniço, presidente da Saúde em Português - Associação de Profissionais de Cuidados de Saúde Primários dos Países de Língua Portuguesa, diz que faltam condições para exercer o voluntariado. O responsável desta Organização Não Governamental (ONG) em prol da saúde e dos direitos humanos nota que há menos voluntários e associa isso a um despacho do Ministério da Saúde (MS) que "proíbe a concessão da comissão gratuita de serviço" aos médicos e enfermeiros que vão em missões humanitárias através de ONG.

"Esta proibição significa que os médicos e os enfermeiros perdem o vencimento. Como é possível dizer-lhes para irem fazer voluntariado para o Haiti ou para o Sri Lanka?", questiona Hernâni Caniço, que afirma ter sido solicitada ao MS uma audiência sobre o assunto, em Maio, que ainda não foi concedida.

Mas o mesmo foi já exposto ao secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, que, segundo o médico, "foi sensível". O JN tentou ouvir o MS, em tempo útil, sem êxito.

Na óptica de Hernâni Caniço, 2011 promete dificuldades, pelo que "todas as acções de voluntariado são necessárias". Numa altura em que acaba de ser lançado, em Bruxelas, o Ano Europeu das Actividades de Voluntariado que Promovam uma Cidadania Activa - 2011, Elza Chambel lembra que o voluntariado é "muito mais do que uma acção sócio-caritativa": "É a promoção da cidadania."



Um voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de actividades, organizadas ou não, do bem estar social, ou outros campos.

Zé Pedro

domingo, 28 de novembro de 2010

A falta de Auto Estima é um problema cada vez mais frequente na sociedade.


A maioria das pessoas sente a auto estima em baixo durante algumas fases da sua vida. Não sendo agradável, não é um sentimento raro, da mesma forma que a depressão ou stress.

O que origina a baixa temporária da auto estima pode ser um tratamento desagradável por parte de alguém ou mesmo um julgamento interior depreciativo em alturas mais difíceis. Este comportamento acaba por ser normal devido à intensidade a que o mundo hoje nos obriga a viver.

O problema surge quando uma baixa auto estima é o sentimento normal de uma pessoa. Quem mais sofre com este problema são pessoas que já tiveram depressões, fobias, doenças ou algum defeito físico. Muitas dessas pessoas acabam por levar vidas infelizes por não darem o devido valor a elas mesmas. Isto faz com que não gozem a vida e não procurem concretizar os seus objectivos e sonhos.

Tem de pensar que tem o direito (e o dever) de se sentir bem consigo mesmo. Tem o direito de se divertir, de ter sonhos como qualquer outra pessoa. Pode ser difícil conseguir pensar nisso quando está a passar uma fase complicada na sua vida, nessa altura é fácil deixar-se levar por essas emoções e começar a falar negativamente consigo mesmo. Depois acaba por se refugiar em casa, ou em bebidas e vingar-se em pessoas de quem gosta. É necessário evitar ao máximo que isso aconteça, porque só irá fazê-lo sentir-se pior. Tem de se virar para actividades que o façam sentir-se bem e melhorem a auto estima.

Quando começa a utilizar métodos para aumentar a auto estima, existem alguns sentimentos de resistência que poderão ser complicados de ultrapassar, mas aí deverá entrar a auto motivação para conseguir levar a cabo essas actividades. A resistência irá desaparecer à medida que for conseguindo avançar no seu caminho até ao objectivo. Não tenha medo de pedir ajuda aos seus familiares a amigos mais próximos, eles estarão lá para o ajudar a ultrapassar essa fase negativa e a melhorar a sua auto estima.

Actividades como meditação, banho de imersão e desporto são muito importantes para relaxar e ganhar forças para concluir o seu caminho.

Em todo o processo para aumentar a sua auto estima, tenha sempre presente pensamentos positivos e conversas interiores que o motivem a continuar e que o ajudem a perceber que é uma pessoa única e especial para si e que merece o melhor da vida.


Esta é uma noticia que me deu algum interesse em pesquisar , porque na minha opinião cada vez as pessoas tem menos auto estima , principalmente em alguns adolescentes.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Assaltantes do Museu do Ouro condenados a 18 anos


O Tribunal Judicial de Viana do Castelo condenou hoje, terça-feira, os cinco homens acusados do violento assalto ao museu do ouro daquela cidade a 18 anos de prisão. A sentença surpreendeu os presentes na sala, tendo em conta que o Ministério Público tinha pedido uma pena de apenas 10 anos de cadeia.

O tribunal deu como provada a participação dos cinco elementos no asssalto, na manhã de 6 de Setembro de 2007, à Ourivesaria Freitas e o Museu da Ourivesaria Tradicional, ambos situados no Centro Histórico de Viana do Castelo e pertencentes ao mesmo proprietário.

O Tribunal de Viana condenou-os, em cúmulo jurídico, por dois crimes de homicídio tentado, dois crimes de roubo, um crime de falsificação, dois crimes de detenção de arma proibida e um de ofensas corporais.

Na altura do assalto, os indivíduos envolveram-se numa troca de tiros com a PSP.

Os assaltantes fugiram numa carrinha roubada, que viriam a incendiar poucos minutos depois num caminho da freguesia de S. Romão de Neiva, prosseguindo a fuga numa outra viatura, também furtada.

Pouco depois, dava entrada no Hospital da Trofa um jovem ferido com um tiro na cabeça, que acabaria por morrer.

A acusação garante que esse jovem esteve envolvido no assalto e poderá ter sido baleado na troca de tiros com a PSP, mas a defesa refere que não há nada que prove esse envolvimento.

A defesa classificou toda a acusação como um filme, chegando mesmo a afirmar, com ironia, que "Woody Allen não teria feito melhor".

O caso foi julgado por um tribunal de júri, constituído por três juízes e quatro jurados, escolhidos aleatoriamente entre os cidadãos eleitores de Viana do Castelo.


Nada paga o crime que estes homens cometeram , uma pessoa ficou paraplegica , trocaram tiros com dois agentes da psp , e fizeram um assalto.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Polvo Paul morreu


O polvo Paul, que ficou célebre no Mundial2010 de futebol por acertar os vencedores dos jogos da Alemanha e já na fase a eliminar também de outras equipas, morreu, anunciaram os responsáveis do aquário de Oberhausen.

"Parece que ele morreu de forma suave durante a noite, de causas naturais", explicou a direcção do aquário alemão, em comunicado.

O molusco, residente no aquário marinho de Oberhausen, tinha pouco mais de dois anos e meio -- a esperança de vida de um polvo é de três anos -- começou a ser notícia em todo o Mundo pela perfeição das suas previsões.

Inicialmente apenas usado para os jogos da Alemanha, o polvo Paul era colocado perante duas caixas, cada uma com mexilhões dentro, com os símbolos das selecções oponentes e aquela que escolhia foi sempre a vencedora.

Paul já tinha sido utilizado no Euro2008, falhando a previsão da final, em que a Espanha venceu a Alemanha.

A sua grande projecção aconteceu então na África do Sul, com o momento em que escolhia a caixa a passar em várias televisões mundiais, e Paul a "identificar" antecipadamente os vencedores.

O polvo "previu" a eliminação da Alemanha nas meias finais, frente à Espanha, num registo seguido por 20 televisões internacionais, e a conquista do terceiro lugar pelos germânicos.

Chamado a prever oito jogos do campeonato, o polvo Paul "adivinhou" ainda a vitória da Alemanha perante a Inglaterra, nos oitavos de final, e sobre a Argentina, nos quartos, além de apontar o campeão mundial Espanha, que venceria a Holanda.

Nascido em 2008 em Weymouth, em Inglaterra, antes de ser transferido para a Alemanha, Paul viu ser erguida em sua honra uma estátua em bronze com a sua imagem, além de ter sido nomeado "cidadão honorário" de Carballiño, em Espanha.

Também o aquário de Oberhausen beneficiou com a popularidade de Paul, aumentando as suas receitas com a "marca do polvo", nomeadamente com motivos em vestuário e em aplicações para telemóveis.



Foi uma pena o polvo paul ter morrido , foi uma das noticias mais faladas pelo mundo!

domingo, 24 de outubro de 2010

Houve 39 mil infecções por VIH desde 1983






Aos 20 anos de uma vida que não quer festejar com velas - "O que faria sentido festejar era não sermos necessários" -, a Liga Portuguesa Contra a Sida insiste que é preciso continuar a falar da doença. E lida com um problema: menos financiamento e mais procura.


Aos 20 anos de uma vida que não quer festejar com velas - "O que faria sentido festejar era não sermos necessários" -, a Liga Portuguesa Contra a Sida insiste que é preciso continuar a falar da doença. E lida com um problema: menos financiamento e mais procura.

Entre o primeiro diagnóstico de VIH em Portugal, em 1983, e o passado mês de Setembro foram notificados cerca de 39 mil infecções. Mais duas mil do que em Dezembro passado, altura do último relatório do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge.

Os novos dados foram avançados ao JN por Maria Eugénia Saraiva, presidente da Liga Portuguesa Contra a Sida (LPCS), segundo a qual as novas infecções "duplicaram em 2008", apesar de a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida falar numa redução de 50% em quatro anos.

O aumento, garante a dirigente da LPCS - que faz hoje, domingo, 20 anos -, deve-se à aposta no diagnóstico precoce, que tem sido "privilegiado por instituições de solidariedade social e pela Coordenação Nacional, para poder oferecer um tratamento mais efectivo". Ou seja, vão sendo diagnosticados casos que só sê-lo-iam quando se manifestasse uma patologia oportunista.

"É esse o nosso trabalho. Dizer: faça o teste, porque assim tem um tratamento mais adequado", que impedirá a evolução da doença para estádios mais avançados. Um objectivo da Liga que se vem mantendo há anos e que promete continuar, garante.

"Ainda não se pode dizer que os comportamentos mudaram", admite Maria Eugénia Saraiva. Apesar das melhorias, o estigma da sida "ainda existe". E, "infelizmente, os números não nos fazem cruzar os braços".

A discriminação no emprego e na família continua a ser um dos grandes alvos da LPCS, porque "a doença continua associada a grupos de riscos". Erradamente, de certa forma. "É uma doença altamente democrática, não escolhe idades nem grupos populacionais". E, hoje, deixou de ser um fenómeno entre os mais jovens.

Os adultos com mais de 45 anos têm sido uma preocupação crescente da Liga, forçada a mudar o paradigma das actividades. Uma delas é a campanha "Conviver com segurança e prazer", que escolheu as universidades sénior e os Bailes da Ribeira. Outra é o lançamento de uma mensagem a eles dirigida - "Os discursos têm que ser adaptados aos alvos" - sobre "sexualidade saudável".

Acima de tudo, uma das lutas da Liga é não deixar cair o tema. "Hoje já não se fala da sida. Para muitos, passou a ser uma doença crónica, com uma imagem banal, porque tem tratamento. Mas não tem cura." E por isso é que, em vez de 20 velas, a Liga decidiu assinalar os 20 anos de existência pondo "a sida na moda".
Hoje, domingo, são entregues a 20 estilistas 20 laços de madeira com tamanho humano. "Despidos". A ideia é os estilistas "vestirem-nos", para depois serem parte de uma "Laço Parade", como se fez, há anos, a "Cow Parade", com vacas ilustradas nas ruas de Lisboa. No final, as obras serão copiadas em tamanho pin, para venda. E para ajudar a Liga a sobreviver ao novo contexto económico-social. Tal como já está a ser feito através da exposição "20 contra a sida", no Centro de Exposições de Odivelas, com obras de vinte artitas. A promessa é a de, ao longo deste ano de aniversário, ter outros "20 contra a sida".

A falta de financiamento é o mais grave entrave à luta, garante Eugénia Saraiva. "Os donativos decresceram 40%, mas, em contrapartida, temos cada vez mais procura, não só dos serviços de apoio, mas também para bens alimentares e de higiene".


Hoje em dia com a informação que à é
uma estupidez uma pessoa ser infectada pelo
viros VIH.
São imensos os metodos contraceptivos que
existem hoje em dia , e não faltam sitios
onde os possam comprar.
Devemos ter confiança no nosso parceiro
mas mesmo assim devemos prevenir-nos.

domingo, 17 de outubro de 2010

Jovens já começam a sofrer de cirroses a partir dos 13 anos


Os especialistas garantem que paradigma da cirrose mudou bastante em Portugal. O que significa que a realidade dos alcoólicos serem pessoas idosas estar cada vez mais a ser substituído pelos casos de cirrose a partir da adolescência.

A doença hepática crónica, mais conhecida por cirrose, afecta 5 a 10% da população portuguesa e é a causa de morte de perto de duas mil pessoas por ano no nosso país.

Antigamente, os alcoólicos eram pessoas idosas, mas hoje em dia assistimos à juventude a começar a beber muito cedo. Muitos, mesmo logo a partir dos 13, 14 anos. Muitas dessas pessoas, talvez 50%, tornam-se alcoólicos crónicos.

"As cirroses começam a aparecer a partir dos quarenta, cinquenta anos, mas, por se tratar de uma doença que surge porque se prepara o terreno para ela, brevemente poderemos começar a ver cirroses em idades mais precoces", continuou.

Sendo irreversível, a determinada altura a única solução para um doente com cirrose é mesmo o transplante de fígado.

"Felizmente, em Portugal, temos das melhores e mais produtivas unidades de transplante da Europa e mesmo do Mundo", afirma o mesmo especialista.

No que respeita às doenças hepáticas, a seguir à cirrose em termos de gravidade, aparecem as hepatites, nomeadamente a hepatite B e a hepatite C.

As hepatites afectam um elevado número de pessoas. A hepatite C, por exemplo, atinge entre 1,5 % a 2% da população portuguesa. Não existe vacina, mas existem tratamentos que, felizmente, têm uma taxa de cura na ordem dos 60%. Já a hepatite B, continua, contra a qual conseguem resultados muito positivos junto dos portugueses com o plano nacional de vacinação.

A importância das doenças hepáticas é muito grande pela elevada taxa de mortalidade, mas também por levarem um grande número de pessoas a sair da vida activa do país, o que se torna um problema económico para o país. Circunstâncias que levam vários grupos de médicos a dedicarem-se quase exclusivamente às doenças hepáticas.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Oito mineiros fora da mina, no Chile, em menos de sete horas

Florencio Ávalos foi o primeiro mineiro a ser resgatado da mina no Chile, depois de 69 dias em cativeiro, chegando à superfície cerca das 04:10, hora portuguesa. Claudio Yánes, de 34 anos, acaba de sair do fundo da mina. Ergueu os polegares, em sinal de que está tudo bem, mas está magro e aparente dificuldades físcias. A cápsula Fénix II não pára, e está já a ser preparada para fazer renascer mais um mineiro.